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Entre as apólices de seguro mais desafiadoras, devido aos riscos de sinistros envolvidos, a de roubos de bens de grande valor agregado é tradicionalmente uma das que exigem mais cuidados, tanto por parte das seguradoras quanto dos segurados. Embora a maioria das quadrilhas especializadas costume atacar durante o transporte da mercadoria, quando o esquema de segurança é mais vulnerável – dificultando a reação policial --, os depósitos e armazéns que guardam mercadorias também são alvo frequente de roubo de bens de grande risco. Isso porque, na era de expansão de comércio online, muitas empresas mantêm produtos prontos para entrega em centros de distribuição e galpões. A logística de segurança desses locais precisa ser mais abrangente, por questões óbvias.

“Alguns produtos são muito visados pelo crime organizado, como medicamentos, equipamentos eletroeletrônicos, defensivos agrícolas e fertilizantes, todos com grande valor agregado, daí a importância de contratar uma apólice de seguro para este tipo de roubo realizado em locais de armazenamento, como o que a Chubb oferece”, afirma Heloisa Martins, subscritora de Property da Chubb de apólices para roubo de bens de grande risco. Ela adverte, porém, para os sinistros que não são cobertos: perdas e danos causados ou facilitados pelo segurado, por alguém próximo ou funcionário; e perdas e danos ocorridos quando a carga estiver em áreas externas do armazém designado na apólice como local do seguro.

Segundo Heloísa, o crime organizado tem alvo preferencial por produtos de pequeno porte, como celulares, o que facilita o transporte após o roubo e a revenda ilegal no mercado paralelo. Mas o mesmo cuidado serve para mercadorias de grande porte, como produtos da linha branca, por exemplo, difíceis de serem rastreados.

Outra característica do crime organizado que chama a atenção das seguradoras é a diversificação. Um levantamento recente do Sindicarga do Rio de Janeiro aponta que dois terços do roubo de cargas que ocorre no estado fluminense é perpetrado por traficantes de drogas. A migração de quadrilhas especializadas para outro tipo de ação criminosa é um sinal de que o novo alvo é mais vulnerável ou vantajoso financeiramente.

No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, o número de ataques nos últimos anos foi tão elevado que várias empresas decidiram transferir seus centros de distribuição para locais mais distantes da capital fluminense – pois acharam melhor arcar com o maior custo de logística do que arriscar permanecer onde estavam e serem alvo de assaltos.

 

Olhar especializado

A Chubb lida com esse tema no Brasil com a mesma estratégia que utiliza em todos os 54 países onde atua: estudando cuidadosamente os fatores que facilitam a ocorrência de sinistros e adotando medidas para reduzir os riscos de prejuízos aos segurados. Não basta à empresa que armazena os produtos investir em segurança patrimonial ou equipamentos de vigilância, devemos estudar o local e identificar as fragilidades, que muitas vezes estão no elemento humano”, afirma Heloísa. O procedimento adotado é exigir uma análise caso a caso, ou seja, um estudo detalhado do local onde ela está guardada.

No caso de mercadorias de grande valor agregado, esse trabalho é feito pela SAS Group, uma gerenciadora de risco de renome internacional que presta serviço à Chubb. Seus especialistas fazem uma vistoria no armazém ou centro de distribuição para avaliar e sugerir potenciais medidas de segurança preventivas antes de fechar a apólice.

“Nossa experiência mostra que, no caso de mercadorias de grande valor agregado, não adianta chegar no cliente, geralmente grandes operadores logísticos, apenas com uma lista padrão de exigências de segurança”, afirma Bruno Morgado, presidente da SAS Group, empresa com grande expertise em gerenciamento de risco de transporte de valores e no segmento bancário. “Nosso diferencial está justamente na análise de como o segurado opera, para identificar as fragilidades e tentar, dentro da sua realidade e necessidade, propor medidas de mitigação eficientes e viáveis”, acrescenta.

 

Muito além do seguro

Neste aspecto, segundo ele, a Chubb se diferencia de seus concorrentes. “Ela veste a camisa do segurado, pois acredita que uma apólice precisa trazer benefícios para os dois lados”, ressalta. No caso do segurado, as medidas de mitigação ajudam a operação fluir melhor. “Um galpão que é alvo de um sinistro, com a explosão de uma parede durante um assalto, por exemplo, é obrigado a parar sua operação, ou seja, além do prejuízo financeiro do roubo, o cliente ainda sofre prejuízos pela paralisação”, esclarece.

Morgado adverte que este detalhe é importante porque um prejuízo indireto na operação logística pode ser tão significativo quanto o valor do sinistro. “Por isso que é muito mais interessante minimizar a possibilidade de sinistro”, diz o executivo. “Em alguns casos, nosso trabalho leva o cliente a perceber que, além da apólice, ele está recebendo também a consultoria de gerenciamento de risco e segurança que vai estudar todas as possíveis vulnerabilidades, avaliar os riscos e propor soluções sob medida, customizadas para cada cliente”, diz o executivo.

O trabalho dos especialistas da SAS é voltado para detalhes. Na visita ao local onde a mercadoria é guardada, os profissionais da empresa de gerenciamento de risco começam a vistoria já na chegada. “Checamos o grau de dificuldade para um visitante entrar, se pedem documentos, os procedimentos adotados, a postura que os vigilantes e/ou funcionários mantêm ao nos encaminhar para o interior da empresa”, diz. Lá dentro, analisam os sistemas de alarmes, funcionamento do CFTV, qualidade e manutenção dos equipamentos, a eficiência dos procedimentos de segurança -- se estão sendo devidamente seguidos -- e a gestão de segurança realizada pelos responsáveis. 

De acordo com Morgado, é comum que as centrais de monitoramento das empresas de vigilância atuem de forma remota, muitas vezes a centenas de quilômetros de distância ou até mesmo em outros estados. “Neste caso, fazemos inspeções simultâneas, pois o objetivo é checar se todos os procedimentos de segurança estão sendo seguidos”, diz o presidente da SAS. “Pouco adianta se no local de armazenamento das mercadorias o sistema de câmeras ou de alarme, por exemplo, estar operando e não ter ninguém da central de monitoramento acompanhando”, observa.

 

Fator humano

Outra característica do trabalho de vistoria é voltada para a equipe de segurança do centro de distribuição ou galpão. De acordo com Morgado, os gestores, por motivos diversos, ocasionalmente postergam ou ignoram sugestões de melhorias destinadas a funcionários ou guardas, mas acabam aceitando as indicadas pela gerenciadora de risco especializada. 

“Por isso, durante a vistoria, nossos analistas muitas vezes criam uma situação para sair rapidamente do local e retornar, como um telefonema, situação ideal para observar o entorno, detectar eventuais vulnerabilidades nos procedimentos ou equipamentos de controle de acesso -- como pontos cegos de câmeras, revista de funcionários ou prestadores -- e abordar informalmente os guardas do lado de fora e captar algumas dessas sugestões ignoradas”, revela. “Isso reforça a interação com o cliente, afinal, estamos ali para somar”, emenda.

Ele conta um exemplo simples. “A pedido da equipe de segurança, chegamos a sugerir a instalação de um toldo ao lado da portaria, porque o controle de acesso estava prejudicado em dias de chuva”, afirma Morgado. “A empresa havia vetado essa sugestão, mas quando apresentada por uma consultoria terceirizada, explicando como o controle de acesso ao local estava sendo prejudicado, acataram”, diz. 

O executivo da SAS revela que o relatório da vistoria vai para a seguradora, que por sua vez encaminha as recomendações de segurança para o potencial cliente.  De maneira geral, o processo de mitigação – com acompanhamento da SAS -- exige não só a construção de muros, portões com fechaduras reforçadas, instalação de câmeras e alarmes. “Na verdade, neste segmento aprendemos que não existem barreiras instransponíveis”, afirma Morgado. “O foco é o procedimento de segurança: como ele é montado, se tudo vai funcionar, caso a caso”, acrescenta.

O executivo admite que, em boa parte das vistorias, as falhas humanas são as mais detectadas em eventos de sinistros. Para Morgado, as quadrilhas especializadas passaram a incorporar tecnologia e a estudar detalhadamente o local de ataque.  “Não são amadores. Antes de um assalto, elas analisam a área onde o armazém está localizado, as eventuais rotas de fuga, proximidade do batalhão da PM, o possível tempo de resposta da empresa de vigilância e monitoramento, enfim, todos os riscos.”

 Mas, segundo ele, o crime organizado dificilmente consegue agir com sucesso sem ajuda. “É comum que informações sobre a vulnerabilidade de acesso tenham sido passadas por funcionários ou prestadores de serviços internos. Sem informações adequadas, não há ataques”, diz. 

 

Criatividade efetiva

Por isso, o foco deve ser sempre em como a equipe de segurança e os funcionários devem reagir. Neste sentido, a mitigação de riscos envolve medidas criativas. “Num centro de distribuição, por exemplo, é preciso dificultar sempre a ação de bandidos”, diz. “Uma delas é tirar as empilhadeiras de circulação, para impedir os invasores de transportar as cargas”, emenda.

Outra medida é "criar redundâncias”, como segregar as responsabilidades: um funcionário tem a senha para permitir a entrada e outro a chave, o que dificulta o acesso forçado em casos de extorsão mediante sequestro e minimiza o risco deste tipo de ameaça. 

Para sintetizar a estratégia, Morgado recorre à anedota do urso. “Se um urso vier em sua direção, você não precisa correr mais do que ele, e sim correr mais do sujeito que está ao lado”, revela. “Ou seja, o objetivo, além de atingir o melhor nível de segurança possível, é fazer com que a quadrilha tenha certeza de que as instalações do segurado não são a melhor opção para uma ação.”, acrescenta. 

De acordo com o presidente da SAS Group, todo trabalho de prevenção de sinistros deve estar em constante atualização, tanto em novas tecnologias e soluções como também no modo de operar do crime organizado. “Isso possibilita uma mitigação eficiente dos riscos e a obtenção dos excelentes resultados dos últimos 15 anos em que estamos neste ramo”, conclui Morgado. 

Esta lista de verificação contém apenas informações gerais. A Chubb não tem nenhuma obrigação de supervisionar ou monitorar a aderência de qualquer segurado a qualquer orientação ou prática estabelecida neste documento, ou a quaisquer outras práticas de controle de risco. O conteúdo deste documento é apresentado apenas para fins informativos e não se destina a substituir a consulta com seu corretor de seguros ou aconselhamento jurídico ou de outro profissional. Nenhuma responsabilidade ou garantia é assumida ou fornecida pelas informações contidas neste documento.

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