Gerenciamento de Riscos

Templos religiosos também podem contar com cobertura de seguros

church

O brasileiro, definitivamente, é um povo religioso. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 90% da população brasileira segue alguma crença e o número de adeptos não para de crescer -- uma nova organização religiosa surge por hora no País. A expansão da fé pode ser comprovada pelo número de templos religiosos, que somam cerca de 5.800 apenas na capital paulista.

Da mesma forma que um estabelecimento que recebe um grande público, como uma sala de cinema, os templos e igrejas estão expostos a acidentes de todo tipo – incêndios, desabamento, inundação e etc. A contratação de uma apólice de seguro pode ser essencial para garantir a tranquilidade de quem administra o espaço e também a dos frequentadores.

“Um templo religioso é diferente de um bem privado, que normalmente tem fluxo de caixa e uma melhor possibilidade de cobrir prejuízos após um acidente”, afirma Marcus Casadei, gerente do segmento Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da Chubb. “O custo de manutenção de um templo religioso costuma ser pago pelos próprios frequentadores, por meio do dízimo ou de colaborações voluntárias, daí a necessidade de o gestor ter um seguro, pois um sinistro pode interditar o local por um longo período, dificultando a arrecadação que pagaria sua manutenção rotineira ou até o prejuízo causado pelo incidente”, acrescenta.

De acordo com Casadei, o seguro de um templo religioso segue as mesmas normas de um estabelecimento comercial. “Há apólices que cobrem sinistros na propriedade em si e há outras específicas de responsabilidade civil, essas voltadas para reembolsar o segurado caso tenha de fazer reparações por danos materiais ou corporais involuntários causados a terceiros no espaço físico do templo”, afirma ele.

O executivo lembra que muitos líderes religiosos não se preocupam em fazer seguro para o templo do qual são responsáveis por falta de informação. “É até compreensível, pois trata-se de um local de oração, contemplação e acolhimento, diferente de outros lugares que recebem grande público e com muita agitação, como um salão de festas ou um ginásio poliesportivo, para os quais se avalia haver mais riscos”, afirma.

O fato é que templos de todos os tamanhos e até igrejas de importância arquitetônica e histórica, preservadas ao longo de séculos, são vulneráveis a todo tipo de sinistro – como incêndios, danos elétricos e tumultos. O caso recente mais emblemático é o da.

Catedral de Notre-Dame, em Paris (França). Construída em meados do século 12, foi consumida pelas chamas em março de 2019, destruindo um patrimônio histórico que era visitado por 13 milhões de turistas por ano. Nem o sofisticado esquema antifogo da catedral francesa impediu sua destruição.

No Brasil, um caso igualmente exemplar é o da Igreja Luterana Marthin Luther, situada no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo. A igreja foi parcialmente destruída pelo desabamento de um prédio vizinho, em maio de 2018. O templo luterano, que era o primeiro em estilo neogótico da capital, foi inaugurado em 1908. A reconstrução da igreja foi orçada em R$ 4,2 milhões. Metade do valor foi coberto por um seguro, a outra foi obtida por meio de doações. “O caso da igreja luterana mostra a importância de se ter uma apólice”, diz Casadei.

Opções

O executivo observa que o seguro de um templo deve ser encarado pelo líder religioso responsável pela gestão do espaço como uma necessidade básica. “A lógica é a mesma de um gerente de um empreendimento que nunca se preocupou em contratar uma apólice: ele só vai perceber a sua importância depois que ocorrer um sinistro, que geralmente causa grande prejuízo”, adverte.

Casadei afirma que a Chubb tem produtos que oferecem garantias para riscos próprios desses locais, como incêndios, danos elétricos ou de equipamentos.  O leque inclui coberturas específicas, para proteção de bens materiais e voltados para frequentadores e funcionários, além de uma cobertura que prevê assistência 24 horas.

No mercado de seguros, existem dois produtos bem delimitados que servem para cobrir os templos religiosos. O primeiro deles e o chamado seguro patrimonial – usado em larga escala no setor de comércio e serviços para ressarcir danos materiais à propriedade. O seguro básico inclui cobertura de incêndio, queda de raio e explosão. Se o gestor do templo quiser acrescentar outras coberturas, como danos elétricos, por exemplo, também é possível.

Há também o chamado seguro de Responsabilidade Civil, que cobre eventuais danos de frequentadores ou funcionários em sinistros ocorridos no interior do templo. “O seguro de responsabilidade civil só cobre danos a terceiros, nunca ao próprio segurado”, esclarece Casadei. Um exemplo prático é quando uma parede do templo cai e fere um frequentador: o seguro paga a despesa hospitalar e até custas de advogado, caso a vítima exija indenização na Justiça.

A boa notícia é que os templos, em sua maioria, se encaixam num produto desenhado pela Chubb com excelente custo-benefício. Trata-se do Seguro Empresarial Comércio & Serviços. Ao entrar em contato com um corretor, o gestor de um templo religioso com certeza vai se surpreender com a quantidade de opções disponíveis para contratar uma apólice.

“Trata-se de um produto desenhado para atender organizações de 120 tipos de atividade, seja no comércio ou em serviços. Tanto o custo quanto a cobertura são adequados ao segmento de pequenos e médios empreendimentos, o que facilita muito para o segurado”, afirma Anderson Fernandes, gerente do Seguro Empresarial para Médias, Pequenas e Microempresas da Chubb. “São mais de 60 tipos de coberturas disponíveis, com flexibilidade nos valores das coberturas básica e adicionais e até 3 tipos de franquias”, acrescenta.

Fernandes afirma que os seguro Empresarial Comércio & Serviços tem vários diferenciais que acabam beneficiando também os templos. “Pelo fato de ser concebido para um segmento que aglutina várias atividades, conseguimos desenhar um seguro que concentra uma série de coberturas no mesmo produto, o que representa uma economia para o segurado, seja ele responsável por um pequeno comércio, escritório de contabilidade ou até mesmo um templo religioso”, diz. “Na prática, criamos um combo que oferece cobertura para seguro tradicional, que protege o patrimônio da empresa ou da denominação religiosa que abriga o templo, e também algumas cláusulas de responsabilidade civil, que normalmente são vendidas à parte, em especial para grandes empresas”, acrescenta Fernandes.

Acessível

Fernandes relata que o seguro Empresarial Comércio & Serviços é um dos mais abrangentes da carteira da Chubb. “Não tem burocracia e oferece todas as coberturas previsíveis para um templo”, afirma. “O seguro sempre vai ter a cobertura básica (incêndio, raio e explosão) e a elas podem ser agregadas outras garantias”, emenda.

Segundo ele, os sinistros mais comuns em templos, que não fazem parte da cobertura básica, são de dano elétrico e roubo de bens. E dá um exemplo da relação custo-benefício. “Um templo que paga cerca de R$ 1 mil por ano de cobertura básica, tem cobertura acima de R$ 2 milhões em caso de incêndio, raio ou explosão. Uma cobertura adicional de dano elétrico sai por algo em torno de R$ 260 a mais por ano, sendo que a seguradora cobre até R$ 100 mil de prejuízo causado por um sinistro”, completa.

Outra dica de cobertura complementar com excelente custo-benefício é o de Assistência Técnica 24 horas. “Ela oferece uma série de serviços, como chaveiro, encanador, conserto de equipamentos elétricos, entre outros”, diz. Fernandes dá um exemplo do preço irrisório dessa cobertura complementar: cerca de R$ 20 por ano.

“A maioria desses serviços oferecidos pela Assistência Técnica 24 horas é desconhecida pelo segurado”, observa o executivo. E cita um exemplo. “Digamos que, por um problema qualquer, a porta de vidro do templo quebrou, deixando o estabelecimento totalmente vulnerável. A seguradora, nessa situação, manda um vigilante para ficar ali de prontidão por até dois dias, até o conserto da porta ser feito”, conta.

Para Fernandes, os líderes religiosos encarregados de gerir os templos nem sempre se dão conta da importância de questões tão corriqueiras, quanto a contratação de um seguro. “A própria essência e a finalidade de um templo, faz com que esse tipo de local seja visto como algo apartado dos demais espaços de uso e convivência das pessoas. A questão é que quando ocorre um sinistro, muitas vezes a própria população é afetada, por conta da impossibilidade de usar aquele espaço de oração por longos períodos, quando não há a possibilidade de contar com a cobertura de uma apólice para reparar rapidamente os danos”, completa.

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