Existe um momento em que a viagem para os Estados Unidos deixa de ser uma ideia distante e vira uma decisão concreta. Pode ser quando você encontra uma passagem com bom preço. Pode ser quando um amigo te convida para ir junto.
Ou pode ser quando você percebe que 2026 é o ano em que a América do Norte se transforma no centro do esporte mundial — com eventos de futebol internacional em 16 cidades entre México, Estados Unidos e Canadá — e que essa é uma oportunidade que talvez não se repita na sua vida.
Seja qual for o motivo, o primeiro passo é sempre o mesmo: o visto americano.
Para cidadãos brasileiros, entrar nos Estados Unidos exige visto válido em praticamente todas as situações, inclusive para trânsito em aeroportos americanos. O processo pode parecer intimidante para quem nunca fez, mas com organização e as informações certas, é perfeitamente possível resolver tudo sem assessoria externa. Este guia cobre cada etapa, do começo ao fim, com informações atualizadas para 2026.
O visto americano é uma autorização emitida pelo governo dos Estados Unidos que permite que você entre no país de forma legal. Ele é colado no seu passaporte e tem validade definida pelo oficial consular — para brasileiros, o visto de turismo B1/B2 geralmente vale por 10 anos quando aprovado.
Um detalhe importante: ter o visto aprovado não garante a entrada nos Estados Unidos. A decisão final é do agente de imigração no aeroporto de chegada. O visto significa que o governo americano analisou seu perfil e considerou que você preenche os requisitos para visitar o país, mas a entrada em si depende da abordagem no ponto de imigração.
O mais solicitado por brasileiros. Cobre viagens de turismo, visitas a familiares, tratamentos médicos, participação em eventos, feiras e conferências. Se você vai aos Estados Unidos para assistir a eventos esportivos, este é o visto que você precisa.
Para quem foi aceito em uma instituição de ensino americana (universidade, college ou curso de idiomas). Exige o formulário I-20 emitido pela escola e comprovação de capacidade financeira.
Para programas de intercâmbio cultural, estágios e pesquisa acadêmica. Exige vínculo com um programa reconhecido pelo governo americano.
Se você faz conexão em um aeroporto americano para outro destino, precisa de visto de trânsito. Muitos brasileiros não sabem disso e acabam tendo problemas no embarque.
Para a maioria dos viajantes que planejam ir aos Estados Unidos em 2026 para turismo ou eventos esportivos, o visto B1/B2 é o caminho.
Seu passaporte brasileiro precisa ter validade mínima de 6 meses além da data prevista de entrada nos Estados Unidos. Se o seu está vencido ou próximo de vencer, resolva isso antes de qualquer outra etapa.
O passaporte brasileiro é emitido pela Polícia Federal. O agendamento é feito pelo site da PF e o documento costuma ficar pronto em poucos dias úteis, dependendo da demanda do posto escolhido.
O DS-160 é o formulário oficial de solicitação de visto para não imigrantes. Ele é preenchido online, em inglês — com ferramenta de tradução para português disponível no próprio site —, e exige informações detalhadas sobre você, sua família, seu histórico de viagens, sua situação profissional e o motivo da viagem.
Dicas práticas:
A taxa de solicitação do visto B1/B2 é de US$ 185 por pessoa. O pagamento pode ser feito por boleto bancário, cartão de crédito internacional (Visa ou Mastercard) ou PIX, quando disponível.
O cadastro e o pagamento devem ser feitos exclusivamente pelo site oficial: ais.usvisa-info.com/pt-BR/niv. Desconfie de qualquer outro site que solicite pagamento. A taxa não é reembolsável, mesmo em caso de visto negado.
Após a confirmação do pagamento — boletos podem levar até 2 dias úteis para compensar —, o sistema libera o agendamento das etapas presenciais.
Você precisa agendar duas etapas presenciais:
CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto): aqui são coletados seus dados biométricos — impressões digitais e foto. O atendimento é rápido. Não é permitido entrar com celular, bolsas grandes ou aparelhos eletrônicos.
Entrevista no Consulado ou Embaixada: esta é a etapa decisiva, onde um oficial consular fará perguntas sobre você e sua viagem. O resultado geralmente sai na hora.
As cidades com atendimento completo (CASV + entrevista) são: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre. Em Fortaleza, apenas o CASV está disponível — a entrevista precisa ser feita em outra cidade.
O CASV sempre deve ser agendado antes da entrevista. O sistema não permite agendar a entrevista sem a biometria coletada.
Atenção para 2026: a demanda por vistos americanos está alta, especialmente por causa dos grandes eventos esportivos no verão. Os agendamentos podem demorar semanas ou até meses, dependendo da cidade e da época. Comece o processo com pelo menos 6 meses de antecedência da data planejada de viagem.
Para a entrevista, leve os documentos organizados em uma pasta:
Documentos obrigatórios:
Documentos de suporte (fortemente recomendados):
A lógica por trás dessa documentação é simples: o consulado quer evidências de que você tem vínculos com o Brasil — trabalho, família, patrimônio — que demonstrem sua intenção de retornar após a viagem.
A entrevista no consulado costuma ser breve — entre 2 e 5 minutos na maioria dos casos. O oficial consular vai fazer perguntas diretas sobre o motivo da viagem, quem vai custear, onde vai se hospedar, quanto tempo pretende ficar e quais são seus vínculos no Brasil.
Dicas para a entrevista:
Se o visto for aprovado, a resposta sai na hora da entrevista. Depois, você precisa aguardar cerca de 7 a 10 dias úteis para receber o passaporte com o visto colado. A entrega pode ser feita pelos Correios — no endereço que você indicou — ou retirada no CASV.
Se você já teve um visto americano B1/B2 que venceu, a renovação pode ser mais simples — mas atenção às mudanças recentes:
| Item | Custo estimado |
|---|---|
| Taxa MRV (B1/B2) | US$ 185 por pessoa (convertido em reais na data do pagamento) |
| Passaporte brasileiro | R$ 257,25 (confirme no site da PF) |
| Foto 5x7cm | R$ 20 a R$ 50, dependendo do estúdio |
| Deslocamento ao CASV e ao Consulado | Variável conforme sua cidade |
| Entrega pelos Correios | Opcional, valor variável |
No total, considerando o câmbio e os custos acessórios, o investimento fica em torno de R$ 1.200 a R$ 1.500 por pessoa. Se você optar por contratar uma assessoria, esse valor pode dobrar ou triplicar — embora o processo possa ser feito por conta própria sem grandes dificuldades.
Se sua rota inclui a Espanha, Bilbao é um destino imperdível. Descubra o que fazer em Bilbao entre futebol e cultura basca.
Para viagens em 2026 — especialmente se você pretende ir aos Estados Unidos durante o verão, em junho e julho, quando os grandes eventos esportivos acontecem —, a recomendação é iniciar o processo o quanto antes.
As datas de agendamento variam muito por cidade e época. Em períodos de alta demanda, como antes de eventos internacionais de grande porte, a espera para conseguir horário no consulado pode chegar a vários meses.
Se o esporte na região também te interessa, confira o calendário esportivo da América do Norte em junho de 2026.
Com o visto aprovado e a passagem comprada, resta uma decisão que separa os viajantes preparados dos que torcem para que nada dê errado: o Seguro Viagem.
Os Estados Unidos são o país onde uma emergência médica pode transformar um imprevisto em uma crise financeira real. Uma consulta de urgência pode custar centenas de dólares. Uma hospitalização pode ultrapassar facilmente os dez mil dólares. Uma ambulância pode custar mais do que sua passagem aérea. Essas são cifras que nenhum viajante tem previstas no orçamento da viagem.
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Este documento é de natureza consultiva e é oferecido como um recurso a ser usado junto com seus consultores profissionais de seguros na manutenção de um programa de prevenção de perdas. É apenas uma visão geral e não se destina a substituir a consulta com seu corretor de seguros ou aconselhamento jurídico, de engenharia ou outro profissional.
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