Nova York é a cidade que todo mundo sente que já conhece antes de chegar. Porque a viu em filmes, em séries, em músicas. Mas quando você pisa em Manhattan e ergue os olhos para os arranha-céus, entende que a tela não faz jus à realidade.
Em 2026, a Grande Maçã ganha um atrativo a mais: a área metropolitana será sede de partidas do maior evento de futebol de seleções do mundo, incluindo a grande final no estádio de Nova Jersey. Milhares de viajantes vão combinar futebol com turismo urbano.
Este guia cobre o essencial para que o viajante brasileiro aproveite cada dia na cidade — com informações práticas, bairros que valem a pena e os programas que realmente importam.
843 acres de parque no coração de Manhattan. Dá para caminhar, correr, andar de bicicleta, remar no lago ou simplesmente sentar no gramado e deixar a cidade passar. Os pontos imperdíveis incluem a Bethesda Fountain, a Bow Bridge, o Strawberry Fields e o Belvedere Castle.
Na primavera e no verão — a época mais provável para sua viagem em 2026 —, o parque está em seu melhor momento. As cerejeiras florescem em abril e os jardins ficam cheios de cor até setembro.
Ver Manhattan das alturas é uma experiência obrigatória. As principais opções:
Se você só puder subir em um, o Top of the Rock oferece a foto mais completa da cidade.
Impactante na primeira vez. Painéis gigantes, luzes de néon, multidões a qualquer hora. Vale a pena passar uma vez, especialmente à noite — mas não é um lugar onde você vai querer ficar muito tempo. Os restaurantes da região estão entre os mais caros e menos autênticos de Manhattan.
A balsa oficial parte do Battery Park, no extremo sul de Manhattan. O ingresso inclui acesso ao Museu da Imigração em Ellis Island. Adultos a partir de US$ 26. Reserve online com antecedência, especialmente no verão.
Se preferir uma alternativa gratuita, a Staten Island Ferry passa ao lado da estátua sem custo algum e oferece vistas panorâmicas do skyline de Manhattan.
Um parque linear construído sobre antigas linhas de trem elevadas no West Side de Manhattan. Estende-se por 2,3 quilômetros entre o Meatpacking District e o Hudson Yards. Gratuito, com vistas únicas da cidade entre os edifícios.
The Met (Metropolitan Museum of Art): um dos maiores museus do mundo. Você poderia passar dias inteiros por lá. Se o tempo for curto, concentre-se na seção egípcia e no terraço do rooftop com vista para o Central Park. Ingresso sugerido: US$ 30.
MoMA (Museum of Modern Art): o acervo de arte moderna mais importante do mundo. Picasso, Van Gogh, Warhol, Monet. Ingresso: US$ 25. Às sextas, após as 17h30, a entrada é gratuita.
Museu de História Natural: dinossauros, meteoritos e o planetário. Ideal para quem viaja com crianças. Ingresso sugerido: US$ 28.
Memorial e Museu do 11 de Setembro: emocionante e respeitoso. As piscinas do memorial são de acesso livre. O museu subterrâneo tem ingresso de US$ 26.
Cruzar a Ponte do Brooklyn a pé é um dos melhores programas gratuitos de Nova York. O passeio leva cerca de 30 minutos e as vistas do skyline de Manhattan a partir da ponte são incomparáveis.
DUMBO: o bairro sob a ponte. Ruas de paralelepípedo, galerias de arte, sorveterias e a famosa vista da Ponte de Manhattan emoldurada entre dois prédios de tijolos na Washington Street.
Williamsburg: o bairro hipster por excelência. Lojas vintage, cervejarias artesanais, comida de rua e mercados de fim de semana. O Smorgasburg (sábados no verão) reúne dezenas de barracas de comida à beira do rio.
Brooklyn Heights: o calçadão (Promenade) tem a melhor vista do skyline de Manhattan. Tranquilo, residencial, com casas históricas de brownstone.
Prospect Park: o Central Park de Brooklyn. 236 hectares de parque projetado pelos mesmos arquitetos. Menos turistas, mais moradores.
Harlem: o berço da cultura afro-americana em Nova York. As missas gospel aos domingos são uma experiência cultural única. Restaurantes de soul food e uma história musical que se sente em cada esquina.
Greenwich Village e West Village: ruas arborizadas, brownstones, jazz ao vivo e livrarias independentes. O ambiente mais europeu de Manhattan.
Chinatown: o maior Chinatown do hemisfério ocidental. Dim sum autêntico a preços que desafiam a lógica nova-iorquina.
SoHo: galerias de arte, lojas de design e arquitetura de ferro fundido. Ideal para caminhar e apreciar as vitrines.
Lower East Side: o bairro que melhor representa a diversidade histórica de Nova York. Comida judaica, latino-americana e asiática a poucos passos de distância.
Pizza nova-iorquina: a fatia grande, dobrada, comida em pé na calçada. Os clássicos estão em Greenwich Village e no Brooklyn. A partir de US$ 3 a fatia.
Bagel: o café da manhã nova-iorquino por excelência. Com cream cheese e salmão defumado (lox). Os melhores estão no Lower East Side e no Upper West Side.
Hot dog: o carrinho da esquina é um ritual. Mostarda, chucrute, molho de cebola. Entre US$ 2 e US$ 3.
Pastrami: o sanduíche de pastrami em pão de centeio é uma instituição nova-iorquina. Os delis históricos do Lower East Side o servem há mais de 100 anos.
Comida de rua: halal carts (frango e arroz com molho branco), tacos em Jackson Heights (Queens), dumplings em Chinatown. Nova York se come na rua.
Comer bem em Nova York sem gastar uma fortuna é possível. Um dia típico: bagel no café da manhã (US$ 5), pizza ou halal cart no almoço (US$ 8 a 12) e jantar em um restaurante casual (US$ 25 a 40 com gorjeta). Total: entre US$ 40 e US$ 60 por dia em alimentação.
Se você seguir viagem para o sul, Miami é um destino perfeito — confira o guia de viagem de Miami 2026.
A área metropolitana de Nova York será sede de várias partidas do grande torneio de futebol de seleções, incluindo a final do torneio, em 19 de julho. Os jogos serão disputados no Stadium, localizado em East Rutherford, Nova Jersey, a cerca de 30 minutos do centro de Manhattan.
Além do futebol internacional, Nova York oferece beisebol, basquete e futebol da MLS. A densidade de opções esportivas no verão é absurda.
Para chegar ao Stadium a partir de Manhattan, há ônibus diretos saindo do terminal de Port Authority (42ª Rua). O trajeto leva entre 30 e 45 minutos, dependendo do trânsito.
Nova York tem três aeroportos principais: JFK (o destino mais comum para voos internacionais), Newark (em Nova Jersey) e LaGuardia (focado em voos domésticos). Há voos diretos e com escalas curtas a partir dos principais centros de conexão do Brasil — como São Paulo e Rio de Janeiro — para JFK e Newark com diversas companhias aéreas.
Cidadãos brasileiros precisam obrigatoriamente de visto americano de turista (B1/B2) para entrar nos Estados Unidos. O processo inclui o preenchimento do formulário DS-160, o pagamento da taxa consular (US$ 185), a coleta de dados biométricos no CASV e a entrevista no consulado ou embaixada. Devido à alta demanda por agendamentos no Brasil, recomenda-se iniciar o processo com vários meses de antecedência.
O metrô de Nova York funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Uma viagem individual custa US$ 2,90. O sistema OMNY permite pagar diretamente aproximando qualquer cartão de crédito ou débito por aproximação — ou o celular — nas catracas. Manhattan se percorre muito bem a pé, mas para ir ao Brooklyn ou ao Queens o metrô é indispensável.
Junho e julho em Nova York são meses muito quentes e úmidos, com temperaturas entre 28 e 35 graus. Leve roupas leves, protetor solar e mantenha-se hidratado. Lembre-se de que os ar-condicionados em lojas, restaurantes e vagões do metrô costumam ser muito frios — uma jaqueta leve para ambientes internos vai ser muito útil.
Um dia completo de turismo em Nova York — transporte, refeições em restaurantes de categoria intermediária e uma atração paga — custa entre US$ 110 e US$ 165 por pessoa. Os passes turísticos, como o CityPASS, valem muito a pena e podem economizar até 40% se você planeja visitar vários pontos emblemáticos.
Outro destino essencial na sua rota é Dallas — descubra o que fazer em Dallas com o nosso guia de turismo 2026.
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Nova York é uma cidade que transforma quem a visita. A primeira vez que você vê o skyline de Manhattan a partir da Ponte do Brooklyn, a primeira pizza dobrada em uma esquina do Village, o primeiro entardecer visto do Top of the Rock. Em 2026, ela também é a cidade que recebe a final do maior evento esportivo do planeta. Com o roteiro certo e a proteção do Seguro Viagem Chubb, só o que falta é vivê-la.
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