Miami é a cidade dos Estados Unidos que mais parece América Latina. Fala-se espanhol na rua, come-se arepa em Brickell, dança-se salsa em Little Havana e o café se pede como cortadito. Para o viajante brasileiro, essa familiaridade com o ambiente latino — somada à forte presença do português — faz de Miami uma porta de entrada ao mundo anglófono que se sente aconchegante e próxima do que já conhecemos.
Em 2026, Miami ganha um atrativo a mais: é sede de partidas do maior torneio de seleções do planeta, incluindo o jogo pelo terceiro lugar. Milhares de torcedores de todo o continente vão convergir para uma cidade que já vive o futebol com paixão.
Este guia cobre tudo o que você precisa para aproveitar Miami em 2026: praias, bairros, gastronomia, vida noturna e a logística prática para quem vem do Brasil.
South Beach é a faixa de areia que ocupa o extremo sul de Miami Beach — uma ilha-barreira conectada à cidade por pontes. A praia se estende por vários quilômetros com areia branca e água turquesa. As sombrinhas coloridas, os guarda-vidas em torres art déco e o calçadão da Ocean Drive formam a imagem icônica de Miami.
A Ocean Drive é a rua que corre paralela à praia, ladeada por edifícios art déco dos anos 1930 e 1940 pintados em tons pastel. Os restaurantes com mesas na calçada enchem especialmente ao entardecer e à noite.
Wynwood era um bairro industrial abandonado até que os murais começaram a tomar conta de cada parede. Hoje é o distrito de arte urbana mais importante dos Estados Unidos. Os galpões estão cobertos por obras de artistas do mundo inteiro.
O Wynwood Walls é o epicentro: um espaço fechado com murais monumentais que mudam periodicamente. A entrada custa cerca de US$ 12. Fora do recinto, as ruas do bairro formam uma galeria a céu aberto completamente gratuita.
O bairro também tem cervejarias artesanais, restaurantes de culinária fusion e lojas de design independente. Nos fins de semana à noite, Wynwood se enche de gente e música.
A Calle Ocho (SW 8th Street) é o coração de Little Havana, o histórico bairro cubano de Miami. Aqui, os mais velhos jogam dominó no Máximo Gómez Park, o café é servido nas janelinhas de rua e o cheiro de charuto se mistura ao de torresmo.
Os restaurantes de Little Havana servem comida cubana autêntica: ropa vieja, leitão assado, tostones, arroz com feijão preto e bananas maduras fritas. Os preços são significativamente mais baixos do que nas áreas turísticas.
Brickell é o distrito financeiro de Miami, mas fora do horário comercial se transforma em área de restaurantes, rooftop bars e vida noturna. Os arranha-céus com vista para a Baía de Biscayne criam um skyline impressionante, especialmente à noite.
O Brickell City Centre é o shopping da região, com lojas, restaurantes e um design arquitetônico que vale a visita. Os restaurantes latino-americanos de Brickell estão entre os melhores da cidade.
O Bayside Marketplace, no Downtown ao lado do porto, reúne lojas, restaurantes e vista direta para os cruzeiros e iates da baía. Daqui partem os passeios de barco pela Baía de Biscayne e as excursões às mansões das celebridades nas ilhas.
Uma ilha acessível pela Rickenbacker Causeway, a 15 minutos do Downtown. O Crandon Park tem uma das praias mais bonitas do sul da Flórida, com águas calmas ideais para famílias. O farol de Cape Florida, no extremo sul da ilha, oferece vistas panorâmicas que valem a caminhada.
O Parque Nacional dos Everglades fica a uma hora de Miami. Os tours de airboat permitem ver jacarés, peixes-boi e aves em seu habitat natural. Os passeios duram entre 1 e 2 horas e custam entre US$ 30 e US$ 50 por pessoa.
Croquetas cubanas: a tapa de Miami. Encontradas em qualquer janelinhas de Little Havana e na maioria dos restaurantes latinos da cidade.
Stone crabs (temporada de outubro a maio): as pinças de caranguejo-pedra são a especialidade local por excelência. Servidas frias com molho de mostarda.
Cuban sandwich: presunto, porco assado, queijo suíço, mostarda e picles em pão cubano prensado. O debate sobre quem faz o melhor dura décadas.
Ceviche peruano: a comunidade peruana de Miami criou uma cena de ceviches que rivaliza com Lima. Brickell tem várias opções excelentes.
Arepas venezuelanas e colombianas: em Doral e em Brickell há restaurantes que as servem recheadas com tudo o que você imaginar.
Café cubano: cortadito, colada ou cafezinho. Peça nas janelinhas de Little Havana e tome em pé na calçada, como manda a tradição.
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O Stadium, em Miami Gardens, será sede de várias partidas do grande torneio de seleções, incluindo o jogo pelo terceiro lugar (18 de julho). O estádio tem capacidade para mais de 65 mil espectadores.
Miami também é a casa do time da cidade, que joga no Stadium em Fort Lauderdale. Se sua viagem coincidir com uma partida do time local, a experiência no estádio é acessível e o ambiente vale muito a pena.
Se você prefere cruzar para o México, a Cidade do México é uma parada obrigatória — confira o guia completo 2026.
O Aeroporto Internacional de Miami (MIA) tem excelente conectividade com o Brasil, com voos diretos a partir dos principais centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, além de opções com escalas curtas. Do aeroporto ao centro, o Metrorail conecta diretamente com Downtown e Brickell. Um táxi ou transporte por aplicativo até South Beach custa entre US$ 30 e US$ 45.
Cidadãos brasileiros precisam obrigatoriamente de visto americano de turista (B1/B2) válido para entrar nos Estados Unidos. Devido aos prazos de espera para agendamento nas embaixadas e consulados no Brasil, recomenda-se iniciar o processo com vários meses de antecedência.
Miami é uma cidade onde o carro domina. O transporte público existe — o Metrorail, o Metromover gratuito nas zonas de Downtown e Brickell e os ônibus —, mas é limitado em comparação com outras grandes metrópoles. Para se locomover com conforto entre Miami Beach, Wynwood, Little Havana e Brickell, o transporte por aplicativo é a opção mais prática.
O verão em Miami (junho a setembro) coincide com o inverno brasileiro, mas por lá o clima é muito quente e úmido, com temperaturas entre 30 e 35 graus. As tempestades tropicais são frequentes à tarde, mas costumam ser intensas e curtas — menos de uma hora. Leve roupas leves, protetor solar e um guarda-chuva compacto.
Um dia em Miami com transporte, refeições e alguma atividade custa entre US$ 80 e US$ 150 por pessoa. South Beach e Brickell são as zonas mais caras para se hospedar e comer, enquanto bairros como Little Havana e Wynwood oferecem preços melhores na gastronomia.
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Miami é uma cidade que se vive com todos os sentidos no limite. O calor do sol sobre a areia de South Beach, o sabor de um cortadito em Little Havana, as cores dos murais de Wynwood, a energia de uma cidade que em 2026 recebe o mundo inteiro para viver o futebol. Com o roteiro certo e a proteção do Seguro Viagem Chubb, só o que falta é aproveitar cada momento.