Os Estados Unidos estão entre os destinos favoritos dos brasileiros. Só Orlando recebeu cerca de 736 mil visitantes do Brasil em 2025, e Miami e Nova York completam a lista dos roteiros mais procurados.
Quem planeja essa viagem costuma pesquisar tudo, do preço dos ingressos ao aluguel de carro.
Uma conta, porém, quase nunca entra na planilha: quanto custa ser atendido por um médico no país sem ter seguro.
Neste guia, reunimos os valores de referência mais recentes para cada tipo de atendimento nos Estados Unidos, do urgent care à internação, com atenção especial aos custos com crianças.
Também explicamos como funciona a cobrança para quem paga do próprio bolso e o que fazer para escolher o atendimento certo em cada situação.
Os Estados Unidos não têm um sistema público universal como o SUS. Para um turista, todo atendimento é particular, e o preço varia conforme o estado, o hospital e o tipo de serviço.
Há três portas principais de entrada:
Escolher a porta certa faz grande diferença no valor final, como mostram os números abaixo.
Para quem paga do próprio bolso, uma consulta simples em urgent care custa, em média, entre 150 e 280 dólares, segundo levantamento da plataforma americana Solv atualizado em 2026.
Quando o atendimento inclui exames, raio-x ou curativos, o valor pode ficar entre 300 e 500 dólares.
É a opção mais indicada para problemas comuns em viagem, como uma dor de garganta ou um tornozelo torcido no parque.
O pronto-socorro custa bem mais. Segundo o Health Care Cost Institute, o preço médio da consulta de emergência, somando as taxas do hospital e do médico, foi de 1317 dólares em 2021.
Quando entram exames de sangue, tomografia e outros serviços feitos durante a visita, a média sobe para 2909 dólares.
Esses valores se referem a pacientes com plano de saúde americano, que pagam preços negociados.
Para um turista sem cobertura, a fatura tende a ser mais alta.
A agência de pesquisa em saúde do governo americano, a AHRQ, calculou que o custo médio para o hospital de um atendimento infantil no pronto-socorro, sem internação, foi de 440 dólares em 2021.
Esse número mostra quanto o hospital gasta para atender, e o valor cobrado da família é maior.
De acordo com a KFF, que usa dados da Associação Americana de Hospitais, a despesa média dos hospitais por dia de internação em 2024 foi de:
Na Flórida, os hospitais sem fins lucrativos chegam a 3382 dólares por dia.
Lembre-se de que esses números mostram quanto o hospital gasta. A conta apresentada a quem paga como particular costuma ser maior.
Segundo a AHRQ, o custo médio de uma internação hospitalar de crianças e adolescentes de até 17 anos nos Estados Unidos foi de 8900 dólares em 2019.
Entre os pacientes sem seguro ou que pagaram do próprio bolso, a média ficou em 16 mil dólares por internação.
Chamar o 911 também tem custo. Segundo a FAIR Health, organização independente que analisa preços de saúde nos EUA, a cobrança média de uma ambulância terrestre com suporte avançado de vida foi de 1277 dólares, e a de suporte básico, de 940 dólares, sem contar a quilometragem.
Em regiões remotas ou parques nacionais, o transporte aéreo de emergência pode chegar a dezenas de milhares de dólares.
Os preços de cirurgia variam muito de um hospital para outro.
Um estudo publicado na revista Archives of Internal Medicine, com dados da Califórnia, encontrou cobrança mediana de 33.611 dólares para uma cirurgia de apendicite, com casos que passaram de 180 mil dólares.
É um exemplo de como uma situação comum pode gerar uma fatura de cinco ou seis dígitos.
A lei federal EMTALA garante que hospitais com pronto-socorro avaliem e estabilizem qualquer paciente em emergência, mesmo que ele não possa pagar.
A cobrança vem depois, e pode vir dividida em várias faturas: hospital, médico, exames e ambulância.
Na Flórida, a lei estadual obriga o hospital a entregar a conta detalhada, chamada de itemized bill, em até sete dias após a alta ou após o pedido do paciente.
Antes de entregar essa conta, o hospital não pode adotar medidas extraordinárias de cobrança.
Pedir a conta detalhada e conferir cada item é um direito do paciente.
Muitos hospitais oferecem desconto para quem paga do próprio bolso, além de opções de parcelamento.
Vale perguntar no setor de cobrança antes de quitar a fatura.
Mesmo com seguro, saber onde ir economiza tempo e evita filas:
Os números deste guia ajudam a dimensionar o que está em jogo, e não precisam assustar ninguém.
Eles mostram por que, nos Estados Unidos, o seguro viagem funciona como parte do planejamento, ao lado do visto e das reservas.
A Chubb, seguradora oficial da Disney na América Latina, acompanha de perto famílias que transformam esse destino em realização, e trabalha para que um imprevisto não interrompa a história.
Com o Seguro Viagem Chubb, as despesas médicas, hospitalares e odontológicas de emergência por acidente pessoal ou doença súbita estão cobertas, assim como as emergências ligadas a doenças preexistentes ou crônicas.
Os medicamentos receitados durante o atendimento entram nas despesas farmacêuticas.
Se o médico recomendar internação, a hospedagem do acompanhante permite que alguém da família fique por perto.
Quando a saúde muda o roteiro, a Chubb também responde: há cobertura para interrupção da viagem e para retorno antecipado ao Brasil.
Antes do embarque, o cancelamento está previsto. E no dia a dia da viagem, a franquia do veículo alugado, o atraso de bagagem acima de 12 horas e o roubo ou furto de celular e notebook completam a proteção.
A assistência atende 24 horas por dia, 365 dias por ano, e orienta sobre o atendimento mais adequado para cada caso.
A cotação é online, pode incluir até sete viajantes e a apólice chega por e-mail assim que você contrata, antes do início da viagem.
Em uma clínica de urgent care, a consulta custa em média entre 150 e 280 dólares para quem paga do próprio bolso, sem contar exames.
A despesa média dos hospitais americanos foi de 3.297 dólares por dia de internação em 2024, segundo a KFF. Na Flórida, ficou em 3.060 dólares.
Em emergências, não. A EMTALA obriga hospitais com pronto-socorro a avaliar e estabilizar o paciente. Depois disso, o atendimento é cobrado normalmente.
A dívida continua existindo e pode ser cobrada depois, inclusive por empresas de cobrança. Na Flórida, o paciente tem direito a receber a conta detalhada antes de qualquer medida extraordinária de cobrança.
Para problemas sem risco de vida, o urgent care é mais rápido e muito mais barato. Em casos graves, o pronto-socorro é o lugar certo. A central de assistência do seguro pode ajudar a decidir.
Saber quanto custa uma emergência médica nos Estados Unidos sem seguro ajuda a planejar a viagem com os pés no chão.
Com a apólice certa, a família pode se concentrar nos parques, nas compras e nos passeios, sabendo que existe respaldo se a saúde pedir atenção.
Você cria as memórias, e a Chubb protege o caminho até elas.
Boa viagem!