Você já comprou a passagem, reservou o hotel e está arrumando a mala. Mas sabe se o país de destino vai pedir o comprovante do seguro viagem na chegada?
Essa dúvida aparece em todo planejamento, e a resposta mudou nos últimos anos.
Alguns países passaram a exigir a apólice na imigração, outros só pedem para determinados tipos de visto, e há destinos em que a regra existe no papel, mas nem sempre é cobrada na prática.
Neste guia, explicamos quais países exigem seguro viagem obrigatório para brasileiros em 2026, qual cobertura mínima cada um pede, em quais casos a apólice precisa ser local e por que o espaço Schengen costuma aparecer nessas listas de forma equivocada.
A lógica é simples para os governos: quando um turista sem cobertura sofre um acidente ou fica doente, a conta do atendimento muitas vezes acaba ficando com o sistema público de saúde local ou nunca é paga.
Exigir a apólice na entrada transfere esse risco para uma seguradora e protege tanto o país quanto o viajante.
Por isso, a exigência aparece com mais frequência em destinos com saúde pública gratuita para os próprios cidadãos, com histórico de dívidas hospitalares deixadas por estrangeiros ou com atividades de risco, como trekking em grandes altitudes.
Antes de conferir a lista, uma dica importante: as regras de entrada mudam com frequência e cada governo publica as suas no próprio site oficial ou por meio da embaixada no Brasil. Confirme a exigência perto da data de embarque.
Cuba exige seguro saúde de todos os visitantes estrangeiros desde 2010.
A apólice deve cobrir despesas médicas durante toda a estadia e ser emitida por uma seguradora reconhecida pelas autoridades cubanas.
Quem chega sem uma cobertura aceita pode ser obrigado a contratar um seguro local no aeroporto antes de seguir viagem.
Por isso, confirme antes do embarque se a sua apólice é aceita na ilha.
Além do seguro, o brasileiro precisa do visto eletrônico de turista, que substituiu o antigo cartão de papel, e do formulário D'Viajeros, preenchido online antes do embarque.
A Venezuela exige seguro de saúde dos turistas desde 2014, com cobertura de referência próxima de 40 mil dólares em despesas médicas.
Em 2026, os voos foram afetados pelo fechamento do aeroporto de Maiquetía após os terremotos de junho, e a Gol retomou a rota entre São Paulo e Caracas em setembro.
Vale confirmar a regra no consulado venezuelano e checar se a sua apólice é válida no país antes de comprar o pacote.
O Equador chegou a anunciar a exigência de seguro para todos os turistas em 2018, mas a regra foi eliminada para o território continental antes de entrar em vigor.
Hoje, quem visita Quito, Guayaquil ou a Amazônia equatoriana não precisa apresentar apólice na imigração.
O cenário muda nas Ilhas Galápagos. A lei de regime especial do arquipélago exige seguro de saúde de todos os visitantes estrangeiros desde agosto de 2018, e o comprovante pode ser pedido no controle de acesso às ilhas.
Como o atendimento médico local é limitado e uma remoção para o continente pode ser cara, trate a apólice como item obrigatório nesse roteiro.
Em maio de 2025, o governo argentino publicou o Decreto 366, que tornou o seguro de saúde um requisito de entrada para turistas estrangeiros e permitiu que hospitais públicos cobrem pelo atendimento a não residentes.
O decreto está em vigor, mas a forma de fiscalização na imigração ainda gera relatos diferentes entre viajantes e fontes especializadas.
Em agosto de 2026, uma resolução do Ministério da Saúde argentino regulamentou a cobrança nos hospitais nacionais.
Emergências com risco de vida continuam sendo atendidas sem cobrança prévia, mas consultas e procedimentos programados precisam ser pagos antes ou cobertos por seguro.
Para o brasileiro, o caminho mais seguro é tratar a apólice como obrigatória e levar o comprovante impresso e no celular.
Assim você evita qualquer problema na fronteira e fica protegido caso precise de atendimento, que pode ser cobrado também na rede pública.
Desde fevereiro de 2023, o Catar exige seguro saúde de visitantes estrangeiros.
Para os brasileiros, que entram sem visto, a regra vale para estadias mais longas: os primeiros 30 dias ficam isentos, e quem pretende ficar além disso precisa de uma apólice emitida por seguradora registrada no Catar ou aprovada pelo Ministério da Saúde local.
Passageiros em conexão em Doha também estão isentos.
A ilha de Zanzibar exige, desde outubro de 2024, um seguro viagem obrigatório para todos os estrangeiros não residentes.
A apólice é vendida apenas pela seguradora estatal local, custa 44 dólares por adulto, cobre até 92 dias e deve ser contratada no portal oficial antes da chegada.
O seguro contratado no Brasil não substitui essa exigência, mas continua sendo útil para o restante da viagem pela Tanzânia continental e para as coberturas que a apólice local não oferece.
O Nepal não exige seguro de todos os turistas, mas as autorizações para trekking em áreas de altitude e para expedições de montanhismo costumam pedir uma apólice com cobertura de resgate.
Empresas de expedição também exigem o documento antes de aceitar o cliente.
Muitas listas colocam os 29 países do espaço Schengen entre os destinos que exigem seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros.
Essa exigência existe, mas vale apenas para quem precisa solicitar visto para entrar na Europa.
Os brasileiros são isentos de visto para turismo de até 90 dias e, por isso, o seguro não costuma ser exigido na imigração do espaço Schengen.
O Consulado da Espanha em São Paulo, por exemplo, informa que a apólice é recomendada para turistas, sem ser exigida na entrada.
Em Portugal, vale levar a apólice ou o certificado PB4, caso o agente pergunte.
A regra muda para brasileiros que vão estudar, trabalhar ou morar na Europa com visto nacional.
Nesses casos, o seguro com cobertura mínima costuma fazer parte da lista de documentos do consulado.
Algumas listas que circulam na internet incluem países que não pedem apólice de brasileiros em 2026:
Além dos governos, há situações em que a apólice é pedida por empresas ou instituições, mesmo que o país de destino não exija:
Se o destino exige seguro, leia a regra oficial com atenção.
Alguns pontos costumam aparecer:
Nos demais destinos, a escolha é sua. E vale considerar que o custo de uma emergência no exterior costuma ser muito maior do que o da apólice.
Para o viajante brasileiro, o comprovante do seguro é muitas vezes só uma etapa da imigração.
O valor da apólice aparece quando surge o problema: uma crise de pressão no meio de um passeio ou uma queda durante uma trilha em Galápagos.
O Seguro Viagem Chubb cobre despesas médicas, hospitalares e odontológicas de emergência por acidente pessoal ou doença súbita durante a viagem.
Um diferencial na hora de escolher: a cobertura também inclui emergências relacionadas a doenças preexistentes ou crônicas. Para quem viaja com uma condição de saúde controlada, esse detalhe faz muita diferença. Os medicamentos receitados entram como despesas farmacêuticas.
A proteção vai além da saúde. Se você precisar cancelar a viagem antes de embarcar, interromper o roteiro ou antecipar o retorno ao Brasil, a Chubb cobre essas situações conforme as condições da apólice.
Se a mala atrasar mais de 12 horas ou se o celular ou o notebook forem roubados ou furtados, também há cobertura.
Para quem aluga carro no destino, a franquia do veículo alugado está incluída.
Em caso de internação, a hospedagem de um acompanhante está coberta, e a assistência funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano.
A contratação é online, com até sete pessoas na mesma cotação, e a apólice chega na hora no seu e-mail, pronta para ser apresentada na imigração.
O único cuidado é contratar antes de iniciar a viagem.
Para brasileiros que viajam a turismo sem visto, não costuma ser exigido na entrada. A cobertura mínima de 30 mil euros é obrigatória para quem solicita visto Schengen. Vistos nacionais, como o de estudos, têm regras próprias.
Depende do destino e das condições do cartão. Muitos benefícios de cartão exigem que a passagem tenha sido paga com ele e oferecem coberturas limitadas. Confira se o documento emitido pela bandeira atende à regra do país.
As autoridades podem exigir a contratação de uma apólice local no aeroporto antes de liberar a entrada, com custo pago na hora.
O Decreto 366/2025 tornou o seguro de saúde um requisito de entrada desde maio de 2025. Como a fiscalização ainda varia, a recomendação é viajar com a apólice e o comprovante em mãos.
Ele é obrigatório para entrar na ilha, mas é uma apólice local com coberturas próprias. Para o restante da viagem e para coberturas como bagagem ou cancelamento, um seguro viagem completo continua fazendo sentido.
Saber quais países exigem seguro viagem obrigatório para brasileiros evita surpresas no balcão da imigração.
Mas a decisão de viajar protegido não precisa depender de uma exigência oficial.
Com a apólice certa no e-mail e assistência a qualquer hora, você chega a qualquer destino mais tranquilo.
Escolha o destino, confira a regra e embarque com a Chubb ao seu lado.
Boa viagem!